Cuidar do nosso bem-estar também passa por olhar com carinho para aquilo que nos constrói por dentro. As memórias que guardamos — em fotos, cartas, objetos ou pequenos rituais — são como âncoras afetivas que nos ajudam a entender quem somos. E é justamente esse convite sensível que abre a programação de 2026 da Casa CDL, em Novo Hamburgo: uma pausa para sentir, lembrar e se reconectar.
Mais do que uma exposição, “A arte de colecionar: Memórias, Legado, História, Identidade” propõe um encontro íntimo com histórias que foram guardadas com o coração. A mostra reúne colecionadores que transformaram objetos em capítulos vivos de suas trajetórias — peças que, à primeira vista, podem parecer simples, mas que carregam significados profundos.
Ao caminhar pela exposição, o visitante é convidado a olhar além da superfície. Cada item revela uma narrativa construída ao longo do tempo, atravessada por afetos, experiências e identidade. Colecionar, aqui, ganha um novo sentido: deixa de ser apenas um hábito e se torna um gesto de preservação emocional.
Sob a coordenação de Maria Helena Rodrigues e com a presença das embaixadoras Denise Engel Richter, Patrícia Scossi, Carla Araújo e Simone Fleck, a mostra inaugura um novo ciclo cultural na Casa CDL — mais conectado com pessoas, histórias e legado.
E são muitas as histórias que ganham vida nesse espaço. Entre elas, as camisetas de futebol que atravessam fronteiras e paixões, as facas que carregam tradição, os óculos que revelam estilos de época, as máscaras e miniaturas que guardam lembranças de viagens, e os vinis autografados que ecoam trilhas sonoras de diferentes gerações.
Há também coleções que despertam curiosidade e encantamento: moedas, itens icônicos da Coca-Cola, câmeras fotográficas, relógios de bolso e até uma geladeira Frigidaire, que ajudam a contar a evolução do cotidiano. Sem falar nos Kens de Bernardo Guedes, considerado o maior colecionador do mundo, nas Barbies que atravessam décadas, nos brinquedos dos anos 70 e 80, nos pratos ornamentais, dedais, cartões de telefone, papéis e cartas — fragmentos de um tempo que insiste em permanecer vivo.
“Não são apenas coleções. São paixões, memórias e pedaços de vida compartilhados.”
A abertura acontece no dia 27 de abril, das 17h às 20h, e a visitação segue até o dia 3 de maio, sempre das 16h às 18h. Um convite simples — e ao mesmo tempo profundo — para desacelerar, observar e se permitir sentir.
Porque, no fim das contas, talvez o que a gente realmente colecione ao longo da vida não sejam objetos, mas histórias que nos fazem bem lembrar.
Fonte: Bernardo Guedes Foto: Felipe Utz
