Graziella Monteiro, representante do Pará, foi eleita Miss Universe Trans Brasil 2026 na noite de 29 de setembro, durante a grande final nacional realizada no Teatro Unisinos, em Porto Alegre (RS).
A edição reuniu representantes de 16 estados brasileiros e marcou uma nova fase do projeto, que amplia sua atuação para além do concurso e consolida o MUT Brasil como uma plataforma cultural voltada à diversidade, inclusão, representatividade, formação, produção artística e geração de oportunidades.
Na classificação final, Graziella Monteiro (Pará) conquistou o título de Miss Universe Trans Brasil 2026. Lauany Cardoso (Amapá) ficou com a segunda colocação e recebeu o título de Miss Universe Trans Americas 2026. Maju Silva (Rio Grande do Sul) conquistou a terceira colocação, recebendo o título de 1ª Miss Universe Trans Brasil 2026, enquanto Geovanna Sales (São Paulo) ficou na quarta colocação e recebeu o título de 2ª Miss Universe Trans Brasil 2026.
A nova composição da corte integra uma das mudanças apresentadas nesta edição. A vencedora nacional e a Miss Universe Trans Americas avançam para a próxima etapa internacional do projeto, que terá uma nova versão idealizada pela plataforma brasileira.
UMA NOVA FASE DO MUT BRASIL
Além da disputa pelo título nacional, a noite foi marcada pela apresentação de novos projetos que ampliam o campo de atuação do MUT Brasil.
Entre as novidades está a criação do MUT Cultura, iniciativa que expande a atuação para diferentes frentes culturais, artísticas, formativas e sociais, conectando diversidade e inclusão à produção cultural e à economia criativa.
Também foram apresentados projetos de formação, entre eles a Escola Artística, que está sendo planejada para oferecer capacitação e desenvolvimento de talentos em diferentes linguagens e áreas profissionais artísticas e culturais.
No audiovisual, o MUT Brasil passa a investir na produção de conteúdos próprios. Entre as iniciativas está a série documental “MUT: Por trás da coroa”, que acompanha a jornada das participantes e os bastidores da edição 2026, ampliando a narrativa para além do palco e apresentando histórias, trajetórias, desafios e experiências das mulheres que participam do projeto.
Outra iniciativa apresentada foi o Anuário MUT Brasil 2026, publicação digital que reúne editoriais de moda, ensaios fotográficos e narrativas de vida. O projeto propõe utilizar moda, imagem e produção artística como instrumentos de memória, identidade, representatividade e expressão cultural.
Entre os próximos movimentos anunciados estão ainda a estruturação de um instituto, prevista para este ano, e a internacionalização do projeto, com uma edição internacional programada para 2027.
HOMENAGENS À MEMÓRIA, REPRESENTATIVIDADE E PIONEIRISMO
A programação também abriu espaço para reconhecer personalidades cujas trajetórias contribuíram para ampliar representatividade, direitos e espaços de participação social.
Um dos momentos da noite foi a homenagem à Marcelly Malta, reconhecida por sua trajetória de liderança e atuação em defesa dos direitos da população trans. A homenagem foi conduzida pelo advogado Diego Cândido, presidente do júri do MUT Brasil 2026, destacando o legado de Marcelly, que faleceu neste ano.
Outra personalidade homenageada foi Deise Nunes, Miss Brasil 1986. A homenagem celebrou os 40 anos de sua histórica conquista, quando se tornou a primeira mulher negra a conquistar o título de Miss Brasil.
Quatro décadas depois, sua presença no palco do MUT Brasil estabeleceu um encontro simbólico entre diferentes gerações e trajetórias de representatividade, reconhecendo a importância de mulheres que romperam barreiras e contribuíram para ampliar referências de beleza, identidade e protagonismo no país.
CULTURA E DIVERSIDADE NO PALCO
A final foi construída como um espetáculo que integrou concurso, moda, cultura, música, performance e reconhecimento social.
A programação contou com apresentações artísticas, performances de artistas drag, manifestações culturais e diferentes expressões da diversidade brasileira, reforçando a proposta de transformar o evento em um espaço de encontro entre entretenimento, produção cultural e impacto social.
A edição 2026 representa, assim, uma ampliação do posicionamento institucional do MUT Brasil. O projeto passa a articular concurso, formação, audiovisual, moda, memória, cultura, produção artística e desenvolvimento de talentos dentro de um mesmo ecossistema.
Com a eleição de Graziella Monteiro como Miss Universe Trans Brasil 2026, uma nova jornada também começa: a representante do Pará assume o título nacional dentro de um projeto que busca ampliar sua presença no cenário cultural brasileiro e iniciar uma nova etapa de projeção internacional.
O mut brasil 2026 contou com apoio intitucional da Unisinos, Secretaria de estado da cultura e apoio da Ambientallize, que foi responsável pela criação dos cenários do documentario e ambientes do evento.
Fonte: C2 Comunica Foto: Nicholas Galvão
