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Uma temporada para respirar arte: a volta da Sbørnia a Porto Alegre

Há experiências culturais que funcionam quase como um abraço: ampliam a alma, despertam o riso, aliviam os pensamentos e nos devolvem ao presente com mais leveza. A volta de “A Sbørnia Kontr’Atracka” a Porto Alegre é exatamente desse tipo. Em meio ao calor do verão e das rotinas aceleradas, o espetáculo dirigido e protagonizado por Hique Gomez e Simone Rasslan retorna à cidade como um convite para desacelerar, imaginar e se divertir – tudo ao mesmo tempo.

Depois de uma turnê exitosa por Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, a tradicional super temporada de verão está confirmada. Em 2026, serão nove apresentações, de 16 de janeiro a 1º de fevereiro, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h, no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311).
Os ingressos custam R$ 160,00 (inteiro) e R$ 80,00 (meia entrada) e já estão disponíveis na Blueticket.

Com humor refinado, músicas cativantes e aquela poesia nada óbvia que só a Sbørnia sabe oferecer, o espetáculo promete encantar tanto os fãs de longa data quanto quem está conhecendo esse universo pela primeira vez. No palco, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) recebem convidados especiais:
Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia;
MenThales (Tales Melati), tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia;
Pierrot Lunaire (Gabriella Castro), a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia;
• E o coro “Stela Maritmus Sborniani”, formado por 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani.

Projeções e efeitos de luz completam a imersão nesse território onde o absurdo faz sentido – e o sentido é sempre divertido.

A montagem dá continuidade às aventuras de Kraunus Sang e Pletskaya, figuras excêntricas que atravessam décadas explorando temas universais com leveza e inteligência. Para quem ainda não conhece, a Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após repetidas explosões nucleares e segue vagando pelos mares. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, a grande lixeira criativa onde se reaproveitam os dejetos artísticos descartados por outras nações. Regida pelo Anarquismo Hiperbølico, a ilha abriga governos sempre provisórios e uma população que acredita no Votørantismo, uma religião que mescla sonho, humor e um pé na realidade.

Os emblemáticos Kraunus e Pletskaya desembarcaram no Brasil em 1984, fugindo de tribos hostis como os Menudos. Desde então, tornaram-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou novos capítulos em 2016, quando Kraunus se uniu à pianista e maestrina sbørniana Nabiha, vivida por Simone Rasslan, dando origem ao espetáculo “A Sbørnia Kontr’Atracka”.

A ilha inventada também expandiu suas fronteiras para outras linguagens. Em 1990, nasceu o quadrinho “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”; em 2013, a Sbørnia ganhou as telas de cinema com o premiado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood. Mais recentemente, a websérie “Sbørnia em Revista” levou Simone Rasslan ao prêmio de Melhor Performance em Série Musical e conquistou o título de Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival 2022.

Com toda essa história, nada melhor do que começar o ano permitindo-se mergulhar novamente nesse universo livre, criativo e deliciosamente absurdo. A Sbørnia volta a Porto Alegre com o humor que conforta, a música que acalenta e a imaginação que faz bem para a vida.

Fonte: C2 Comunica Crédito: Nilton Santolin

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