Cuidar do corpo é cuidar da alma. Movimentar-se vai muito além da saúde física; é um ato de conexão consigo mesmo, um momento de bem-estar e de reencontro com a alegria de viver. Na terceira idade, essa relação com o próprio corpo se torna ainda mais especial. E a boa notícia é que nunca é tarde para dar os primeiros passos rumo a uma vida mais ativa e cheia de energia. A reportagem completa pode ser vista no Canal do Youtube (clique aqui).
O professor Julio Cézar é enfático ao afirmar que exercícios físicos vão muito além da questão muscular.
“A atividade física é essencial para a saúde mental. Muitas vezes, idosos se sentem isolados, o que pode desencadear sintomas de depressão e ansiedade. O movimento não só fortalece o corpo, mas também traz um novo significado para o dia a dia, estimula a interação social e melhora a autoestima”, afirma Julio Cézar.
O corpo responde ao carinho que recebe
A história de quem decide sair do sedentarismo na terceira idade costuma ser inspiradora. Uma das alunas do professor, por exemplo, só começou a se exercitar aos 67 anos, incentivada por uma amiga.
“Sempre tive um problema sério na coluna lombar e, por anos, a solução parecia ser a cirurgia. Mas fui adiando e, quando percebi, haviam se passado 17 anos. Até que resolvi dar uma chance à atividade física. Hoje, aos 72 anos, me sinto muito melhor. Tenho mais força, mais fôlego e muito mais disposição”, Rosane Roy, de 70 anos.
E é assim: o corpo responde ao carinho que recebe. Exercitar-se, mesmo que de forma leve e adaptada, fortalece os músculos, melhora a postura e dá ao idoso mais segurança para realizar suas atividades diárias.
“Um dos grandes problemas da idade avançada é o medo de cair. A perda de mobilidade pode gerar desequilíbrio, e quedas podem ser perigosas. Mas, com um corpo fortalecido, a pessoa desenvolve mais estabilidade e reflexos, reduzindo significativamente esses riscos”, explica o professor Julio.
Movimento para viver melhor
O importante é encontrar uma atividade que traga prazer e que se encaixe na rotina. Caminhadas, dança, yoga, musculação leve e hidroginástica são apenas algumas opções. O essencial é manter o corpo ativo e em constante movimento. Outro ponto crucial é a hidratação.
“Os idosos tendem a beber pouca água, e a desidratação pode levar a vários problemas de saúde. Quando nos exercitamos, transpiramos mais, e isso acaba sendo um estímulo natural para aumentar a ingestão de líquidos”, reforça Julio.
E um detalhe curioso: a panturrilha, muitas vezes negligenciada, tem um papel essencial para a circulação sanguínea. Ela é considerada nosso segundo coração. Quando nos movimentamos, a musculatura da panturrilha impulsiona o sangue de volta ao coração, oxigenando melhor o corpo e o cérebro. Por isso, exercícios para essa região são fundamentais.
Saúde, bem-estar e felicidade
O impacto da atividade física vai além do corpo. O ambiente de uma academia ou de um grupo de caminhada, por exemplo, também se torna um espaço de trocas, de histórias compartilhadas e de novos começos.
“É revigorante ver um idoso chegar, muitas vezes desacreditado, e sair sorrindo, sentindo-se mais forte. Não é apenas o treinamento, mas a energia do lugar, o convívio, o incentivo de um colega. A cada dia, essas pessoas se sentem melhores, e isso é emocionante”, conta Julio.
Afinal, viver bem não tem idade. Cuidar do corpo, da mente e da alma é um presente que podemos nos dar a qualquer momento da vida. E como diz o professor Julio: “Dê o primeiro passo. O corpo agradece, e a vida retribui”.
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Reportagem: Adriano Cescani
Foto: Duca Cescani