Há encontros que fazem a gente respirar mais fundo. Às vezes é uma obra, às vezes é um gesto… e, em alguns momentos especiais, é uma exposição inteira que convida a uma pausa boa, dessas que recarregam o olhar e o coração. É com esse espírito de bem-estar e descoberta que a Galeria Habitart abre suas portas para receber “Caminhos Viscerais”, série da artista Lu Gaudenzi, que chega para encerrar o ano com sensibilidade e força.
No dia 9 de dezembro, em Porto Alegre, o público poderá conhecer as obras que compõem essa poética tão particular — e também celebrar o lançamento do livro que leva o mesmo nome da exposição. O projeto editorial, com 148 páginas, chega em português e inglês, reunindo imagens, textos e o encanto silencioso de um processo artístico cheio de presença.
“A poética de Lu Gaudenzi é esmiuçada em camadas de gestos e sensações, revelando caminhos que nascem no corpo e se expandem para a pintura.”
— Ana Zavadil, curadora
O livro documenta a primeira exposição individual de Lu, apresentada em março deste ano e reconhecida como uma das jovens expressões da arte contemporânea no sul do país. Além do texto da curadora Ana Zavadil, a publicação traz reflexões de Paulo Amaral e André Venzon, além de registros fotográficos assinados por Lisa Roos e Fernando Zago.
A mostra reúne trabalhos marcados por fluxos abstratos em que leveza e intensidade conversam — ora se tocando, ora se afastando, como quem percorre caminhos internos com sinceridade. As obras surgem em grandes telas e também em assadeiras de alumínio, suportes que ampliam o jogo de texturas e possibilidades. Nanquim, tinta acrílica e pigmentos naturais diluídos em água e óleo compõem o vocabulário sensorial que Lu apresenta ao público.
A artista
Gaúcha de Porto Alegre, nascida em 1976, Lu Gaudenzi entrou no universo da arte através do ballet clássico, que dançou por onze anos. Foi a dança que despertou sua pesquisa poética, criando pontes entre movimento e pintura, entre corpo e gesto, entre sentir e criar. Ao longo da trajetória, aprofundou seus estudos em espaços teóricos e práticos ao lado de nomes como Ana Zavadil, André Venzon, Bea Balen Susin, Carlos Wladimirsky, Lou Borghetti, Oscar D’Ambrosio, Paulo Amaral, Sérgio Fingerman e Theo Felizzola.
“Caminhos Viscerais” convida o público a uma travessia íntima, mas leve — daquelas que deixam a gente um pouco mais conectado consigo mesmo ao sair. E talvez seja esse o maior presente da arte: abrir espaços de respiro em meio aos nossos dias.
Fonte: Criz Azedo Foto: divulgação
