Nova produção do premiado grupo gaúcho Máscara EnCena, Sonar é um espetáculo que explora a perspectiva de um menino que dá os primeiros passos rumo à adolescência. O projeto tem concepção de Alexandre Borin, que atua com Fábio Cuelli, responsável pela direção cênica. As apresentações de estreia serão nos dias 6, 7 e 8 de agosto, quinta-feira, sexta e sábado, às 15h, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75 — Independência, Porto Alegre). Haverá sessões como tradução simultânea em libras (06/08) e audiodescrição (07/08). Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/sonar/3497109)
A trama apresenta Ranos, um adolescente em fase de crescimento em busca da própria identidade. Entre sonhos e delírios, o garoto descobre a existência de um portal que conecta o quarto dele ao fundo do mar. Mas, quando as fronteiras entre a realidade e a imaginação se desfazem, a visita misteriosa de um polvo invade o espaço mais íntimo do rapaz. O quarto do menino torna-se palco para o processo de transformação da infância à vida adulta. A produção é um mergulho na estranheza de crescer com a coragem de habitar o desconhecido.
A peça aposta em uma linguagem artística sofisticada por meio de formas animadas com o uso de máscaras e manipulação de objetos. A construção de uma dramaturgia com forte apelo visual e sonoro tem o objetivo de traduzir as transformações físicas, emocionais e subjetivas que atravessam o crescimento durante a puberdade. É um território potente, complexo e ainda pouco explorado na cena teatral.
— Trabalhar o tema da adolescência surgiu do desejo em acessar um novo público, visto o grande interesse desses espectadores em máscaras. Outro ponto que reforça nossa ideia é a carência de projetos que tratam dessa fase da vida. Os conflitos, desejos e paixões adolescentes são desdobrados em imagens que buscam sintetizar suas sensações. Para isso, foi importante coletar, em oficinas e atividades de escrita junto a alunos de escolas municipais de Porto Alegre, relatos de histórias relacionadas aos estados emocionais das máscaras trabalhadas — explica o ator Alexandre Borin.
A montagem conta ainda com direção de arte e cenografia de Maurício Casiraghi, direção coreográfica e produção de Camila Vergara, trilha sonora original de Caio Amon, figurinos de Gustavo Dienstmann, iluminação de Gui Malgarizi e criação de bonecos e elementos cênicos de Mário de Ballentti. O projeto foi selecionado no Edital de Incentivo à Novas Montagens CHC 2026 e também conta com o financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) por meio do edital da Secretaria de Estado da Cultura do RS (SEDAC).
Fonte: Cena Eventos Culturais Foto: Tom Peres
