Tem dias em que tudo o que o corpo pede é movimento. Dançar, suar, rir sem motivo — como se, por algumas horas, a vida pudesse ser mais leve. Porque o bem-estar também mora aí: na liberdade de se expressar sem julgamento, no encontro com a música que atravessa gerações e na alegria simples de ocupar a pista com o coração aberto.
É com esse espírito que Porto Alegre ganha, no dia 21 de março, uma nova experiência para quem sente que dançar é quase uma terapia. A estreia da Festa da Taís, comandada pela DJ e produtora Taís Scherer, promete uma noite onde o único compromisso é se divertir — sem rótulos, sem regras, só música boa.
O encontro acontece no Encouraçado Butikin, das 19h à meia-noite, reunindo hits de diferentes épocas em uma pista que convida tanto quem quer cantar junto quanto quem só quer se deixar levar pelo ritmo. A proposta é simples — e justamente por isso tão potente: celebrar a música como ela é, diversa, afetiva e cheia de memórias.
No comando do som, Taís mistura estilos, décadas e referências com naturalidade, criando uma narrativa musical que acolhe todo mundo. Não importa se é pop atual, clássico dos anos 80 ou aquele hit esquecido que, de repente, volta com tudo — o importante é sentir.
“A ideia é tocar música boa para dançar, sem preconceito de estilos, ritmos ou décadas.”
A história de Taís Scherer se entrelaça com a própria noite porto-alegrense. Desde 1997, quando começou produzindo festas no Garagem Hermética, até a criação da icônica Balonê, em 2001, ela construiu uma trajetória marcada pela conexão com o público. E foi justamente de forma inesperada que assumiu as pick-ups — quando um DJ não apareceu — dando início a uma jornada que segue até hoje, entre produção e pista.
A nova festa nasce de um desejo antigo que ganhou força durante a pandemia, período em que as edições virtuais da Balonê abriram espaço para experimentações. Ali, surgiu a vontade de ampliar horizontes musicais, de criar um lugar onde tudo pudesse coexistir.
“Gosto de muitos estilos diferentes de música e na Balonê existe um conceito musical mais específico. Essa nova festa surgiu como um espaço para tocar de tudo um pouco.”
Mais do que um evento, a Festa da Taís chega como um convite ao encontro — consigo mesmo e com o outro. Um lembrete de que o bem-estar também pode vir em forma de batida, de coro coletivo, de passos improvisados no meio da pista.
“Espero que as pessoas saiam extasiadas de alegria e boas energias — suadas e cansadas de tanto dançar.”
E talvez seja exatamente isso: sair suado, cansado e feliz. Porque, no fim, dançar também é um jeito bonito de cuidar da gente.
Fonte: Carol Moura Foto: Tiago Trindade
