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Era do Fogo: onde o fondue encontra a chama da imaginação

Por Adriano Cescani

Gramado tem esse dom de nos surpreender — mesmo quando a gente acha que já viu de tudo. A cada curva da Avenida das Hortênsias, parece haver um novo portal que mistura fantasia, emoção e sabor. E foi exatamente essa a sensação que vivi ao entrar no Era do Fogo, o restaurante temático da Hector Studios.

A cenografia é impecável. A sensação é de realmente ter viajado no tempo — e não apenas alguns séculos, mas milhares de anos. O ambiente nos transporta direto para a Era Paleolítica, onde o fogo acabava de ser descoberto e cada detalhe conta uma história: inscrições rupestres nas paredes, sons que lembram o farfalhar das florestas pré-históricas e criaturas que parecem ter saído de um sonho antigo. É como se o passado nos observasse em silêncio, pronto para despertar.

Logo nos primeiros minutos, a atmosfera ganha vida. A narrativa é interativa, e o público não é espectador — é parte do espetáculo. A história do jovem que aprende a dominar as chamas é contada com emoção, dança e luz. Quando o tiranossauro rex aparece, a adrenalina toma conta, mas o riso também. É aquele tipo de empolgação que mistura teatro, gastronomia e um pouco da criança curiosa que ainda vive dentro da gente.

O diálogo entre os cavernosos, como são chamados os atendentes, e os modernosos, os clientes, não é muito difícil. UGAHH, é a palavra-chave da comunicação entre as duas tribos. E funciona muito bem.

E aí chega ele: o fondue.

Mas não qualquer fondue. Aqui, o fogo tem papel de protagonista. As carnes são preparadas em pedras quentes, com o nome sugestivo de “caça sapecada”, em referência às antigas técnicas de cozimento da era das cavernas. Antes disso, uma entrada criativa nos convida ao tempo pré-fogo — tartares e pratos crus que homenageiam a ancestralidade da culinária. Tudo servido em meio a aromas intensos e uma iluminação que muda conforme o clima da história.

Enquanto saboreava cada etapa, pensei que essa era uma das coisas mais fascinantes em Gramado: a capacidade de transformar uma refeição em lembrança. O Era do Fogo não é apenas um restaurante. É uma experiência que conversa com os sentidos, que nos envolve com sua estética e nos convida a viver o agora de um jeito diferente — com mais presença, mais encantamento e, claro, mais fogo interior.

A inspiração veio de uma mistura de mundos — de Os Flintstones a A Era do Gelo, passando por Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne. E é justamente isso que a Hector Studios entrega: sonhos palpáveis. A cada projeto, eles constroem universos que nos convidam a brincar com a imaginação — e agora, com o Era do Fogo, criam uma nova forma de celebrar o fondue, esse clássico da Serra Gaúcha, com alma, coragem e uma boa dose de inovação.

* o jornalista viveu a experiência à convite da ODB Comunicação. 

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